Mudança de paradigma no orçamento empresarial

Está na hora de pararmos de fazer o orçamento apenas para controle de gastos e passarmos a entender o plano orçamentário como parte integrande da estratégia organizacional.

O mundo vem mudando em uma velocidade nunca antes vista e a gestão tem que ser capaz de se adaptar a estas mudanças. Um dos processos que mais precisa de mudança dentro das organizações é o orçamento empresarial.

De uma forma geral, vemos o orçamento sendo feito como uma peça operacional da empresa, com o objetivo de limitar os dispêndios dos setores e controlar os recursos gastos no período. Para tanto, as empresas costumam se basear no que realizaram nos anos anteriores para projetar o orçamento, sendo uma mera peça incremental e não um plano econômico e financeiro da empresa para seu futuro.

Porém, no mundo atual, com tudo o que temos vivido de incertezas e rápidas mudanças de panorama no ambiente empresarial, este modelo está fadado ao fracasso total. Como podemos fazer um orçamento baseado exclusivamente no que passou, se toda a empresa se prepara para o que vem pela frente? Está mais que na hora das empresas reverem esse paradigma e passarem a projetar o orçamento com base no plano estratégico, seus objetivos e premissas.

Mas como colocar isso em prática?

A resposta está em uma metodologia que a SMI Consulting Group desenvolveu, na qual baseamos o orçamento no plano estratégico da empresa. A metodologia consiste nos seguintes passos:

I. Levantamos os objetivos e premissas definidos no plano estratégico, considerando os principais indexadores de mercado, as previsões macroeconômicas, comportamento do mercado e cenário político;

II. Definimos as metas para cada gestor, tendo como base o atingimento dos objetivos estratégicos;

III. Cada gestor desenvolve um plano de ação para atingir as metas recebidas, que deve conter, para cada ação:
a) O responsável pela ação;
b) Os recursos necessários;
c) O prazo para sua efetivação;
d) O resultado esperado;
e) O nível de prioridade da ação.

IV. Avaliamos quais ações cabem no orçamento, tendo como base a prioridade definida pelo gestor responsável;

V. Fechamos o orçamento com a anuência da alta gestão;

VI. Fazemos o controle orçamentário dando feed back ao sistema e todos os seus participantes, verificando se os resultados esperados estão ocorrendo e gerando ações corretivas para o caso de algum desvio inesperado, tanto no ambiente interno quanto externo.

Desta forma é possível fazer um orçamento baseado nas necessidades reais da empresa e não no que ocorreu no período anterior, que é passado e não vai voltar a ocorrer da mesma maneira. Assim temos um orçamento muito mais alinhado com as expectativas da alta gestão e o profundo conhecimento do nível tático sobre as ações necessárias para um perfeito atendimento as metas e objetivos estratégicos.